A Rapariga Que Se Apaixonou pelo Amor

terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Mestres da Fotografia - Man Ray

Portrait of Lee Miller, 1929
Noma's Hands, 1949
Juliet.1950
Nusch Eluard.1935

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010


Levanto-me e abro a janela. Respiro. Ar puro depois de uma noite agitada.
Levanto-me desta cama, onde já não habitas.
Respiro. Abro a janela e a luz entra, luz que me fere os olhos, que quase me cega.
A luz entra juntamente com o vento, o vento és tu que me acaricias, tem as tuas mãos, o teu rosto, o teu corpo, o teu toque, a tua pele.
Os meus pensamentos voam até ti, quando ainda éramos, quando ainda acontecíamos, quando eu te via e tu me vias e nos amávamos.

Não noites como esta, em que não paro de pensar em ti.
Entregava-me nos teus braços.
Eras tudo: fogo, sol de Verão, luz, noite de lua cheia, vinho, água, árvore, pássaro, terra, mar.

Olhava-te nos olhos e sorrias, com aquele teu sorriso,com aquele teu sorriso.
Amava-te com medo e calma e tu dizias que me amavas, amo-te como nunca antes amei alguém amo-te como respiro amo-te como vivo.

Sei que já não me respondes, que não podes vir, já não estás aqui, nem ali, simplesmente já não estás. Não te posso amar aí, para onde foste.
Partiste sem mim, isso não te perdoo, teres ido antes de mim.
Queria que me pudesses enxugar as lágrimas, que habitasses em mim, cá dentro. Mesmo.

Olho o teu sítio vazio e entrego-me nos teus braços.
Deliro? Vejo-te aqui, como dantes, com todas as palavras, com todas as carícias.
O caminho é negro, grande o mundo, longos os dias, enorme o silêncio, este silêncio de morte.


tudo em suspenso
que vertigem
que medo
abro a janela
tu vens
tu vens.
Respiro
Respiro
respiro
respiro
respiro


Foto Eduardo Rosas

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

may butterflies rise from yr grave every year..

Louis le Brocquy - Lorca


a soldier pumped
two bullets
into yr buttocks
for being a queer


then another
into the branches
of yr lung
for being
a poet


another word
for dirty communist
to them


you were their worst enemy
w/unplugged asshole
& wide open singing
lung bags


i imagine yr
assassin bragging
about it afterwards
to his comrades


then later that night
giving his wife a good
hetero fascist fuck


his dick standing like
a middle finger
to commie faggot poets

his torso full of
fearful gears
moving w/precision
over her body


his clenched homophobic
cheeks thrusting
like a pair of iron fists
bloodless knuckles


giving it to her once
for himself
& once for the gang


the regime




may butterflies rise from yr grave every year...poema de Robert Plath para

Garcia Lorca

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Convite


05 February 10 (Friday)
Some Secret Place: Pagan Ritual Evening
Peter James & friends
Monthly pagan ritual evenings for solitary witches and solitary pagans looking to explore group ritual. Made up of some talk, some small group discussion on devotion, ceremony, spirituality, and relationship with deity. It is suitable for people who have, or are developing, a spiritual life in witchcraft and/or paganism. Group size is small - maximum 17 people. The organisers want this to be a focussed and thoughtful experience. You can come once, come regularly, or come intermittently -- whatever suits you best.

(NOTE: this is not suitable for people who are unfamiliar with the ideas and theology of paganism. Absolute beginners can contact Treadwell's for suggested reading lists and other resources. We are happy to help!)
Price: £7.00

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Mestres da Fotografia


Pierre Jahan (1950)

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010


Dizes que me não queres. Acredito.
Está bem, amor. És como toda a gente.

O Homem sempre anseia o infinito,
mas torna-se cobarde se o pressente.

Dizes que me não amas. Acredito.

Adeus, amor.
És como toda a gente.
Are you looking at me, Baby?
Patrick Dempsey

domingo, 31 de Janeiro de 2010

Alma Simples

Alma Simples

Lisboa, 1965

sábado, 30 de Janeiro de 2010



quando nasci. esperava que a vida.
me trouxesse. a terra. quando nasci.
esperava que a vida. me trouxesse.
as árvores. e os pássaros. e as crianças.
quando nasci. tinha o mundo. todo.
depois dos olhos. depois dos dedos.
e não percebi. não percebi. nada.
nunca imaginei. quando nasci. que a vida.
quando nasci. já era a escuridão. a escuridão.
em que estava. quando nasci.

de José Luís Peixoto


António Carlos (NP)
Novº1953 - Janº2010

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Romeo & Juliet

Romeo: O she doth teach the torches to burn bright! It seems she hangs upon the cheek of night As a rich jewel in an Ethiop's ear. Beauty too rich for use, for earth too dear.

Nurse:
His name is Romeo, and a Montague,
The only son of your great enemy.

Juliet: My only love sprung from my only hate! Too early seen unknown, and known too late! Prodigious birth of love it is to me, That I must love a loathed enemy.
Estelle Parsons as the Nurse.

Juliet: Three words, dear Romeo, and good night indeed.

If that thy bent of love be honourable, Thy purpose marriage, send me word tomorrow.
Friar Laurence: These violent delights have violent ends, And in their triumph die like fire and powder, Which as they kiss consume.
John Lithgow as Friar Laurence.


Romeo: This day's black fate on moe days doth depend,>This but begins the woe others must end.

Friar Laurence: Dry up your tears, and stick your rosemary. On this fair corse, and as the custom is . And in her best array, bear her to church; For though fond nature bids us all lament, Yet nature's tears are reason's merriment.

The End
Prince: A glooming peace this morning with it brings, The sun for sorrow will not show his head. Go hence to have more talk of these sad things; Some shall be pardon'd, and some punished: For never was there a story of more woe, Than this of Juliet and her Romeo.


Words: William Shakespeare, Romeo and Juliet


The cast: Roberto Bolle as Romeo , George Psomas, George Merrick as Mercutio, Coco Rocha as Juliet, and Pablo Schreiber as Tybalt.


Fashion editor: Grace Coddington; hair, Julien d'Ys; makeup, Gucci Westman for Revlon. Set design by Mary Howard.

Costume styling by Hannah Teare.



(Vogue, December 2008)

COPIADO do BLOG do THESOIL LIST

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Os Meus Filmes



Happiness (1998)
Realização e Argumento:Todd Solondz

Com: Jane Adams, Jon Lovitz, Philip Seymour Hoffman, Dylan Baker, Lara Flynn Boyle

Quotes:
I don't know I could ever really begin to talk to her. I mean what can I talk about? I have nothing to talk about, I'm boring. And that I know, I've been told before so don't tell me it's not true 'cause it's a fact. I bore the people. People look at me and they get bored, people listen to me and they zone out... bored. 'Who is that boring person?', they think. 'I've never before met anyone so boring'. And I'm for her to see how boring I am.

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010


quando Deus andou a criar o mundo não disse Fiat, se assim fosse teria o mundo ficado todo por igual. uma palavra e basta.mas foi andando e fazendo, fez o mar e navegou nele, depois fez a terra para poder desembarcar. e em alguns lugares demorou-se, noutros passou sem olhar, aqui descansou, e, não havendo ninguém da humana espécie a espreitá-lo, tomou seu banho, por ainda se lembrarem disso é que as gaivotas se reúnem em tãos grandes bandos perto da margem, continuam à espera de que Deus volte a banhar-se nas águas do Tejo, embora outras, uma vez ao menos, em paga de terem sido gaivotas. E também querem saber se Deus envelheceu muito.

José Saramago, Memorial do Convento

José Saramago, no meu placard

Caminho

terça-feira, 26 de Janeiro de 2010


Are you looking at me, Baby?

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Desencontros



Olhou a rua lá fora. Poisou o telemóvel, tomou a decisão de lhe telefonar.
Telefonar para quê, para que ela saiba que sou eu.
Voltou a olhar a rua. Os carros deslizavam, para baixo, para cima, mesmo em frente à sua casa. A rua estava deserta àquela hora da noite.

Pensou: ela não me liga nenhuma, nem me vê, vive a pensar no outro, penso sempre que ama outro, sinto que não tenho hipóteses, para quê telefonar?

Ela olhou a rua em frente. Tinha estado a trabalhar até tarde. Os carros corriam, para baixo, para cima. Olhou em redor, tanto computador, tantos papéis.

Pensou: ele não me telefonará nunca, dele só terei esta merda desta foto pindérica, os e-mails sem significado, é um intelectual, eu sou inteligente, acho, mas nem lhe chego aos calcanhares, nem sequer se deve lembrar de mim, podia telefonar-lhe, mas para quê, fazer figuras ridículas, afinal, só o vi duas, três vezes.

- O outro, há qualquer coisa entre ela e o outro, deu para perceber, vou fazer figura de parvo se lhe telefonar.
- Ele é que me devia telefonar ou escrever, os homens sempre me caíram aos pés, este é diferente, porquê, vou mesmo fingir que não me interesso, que ele não é nada.
- Ela é um bocado convencida, eu não valho nada comparado com...
- Ele é um bocado convencido e sensual, será que percebe?

Ela é extremamente sexy, não gosto da palavra, mas é o que ela é, não vou ter chance, será que ela percebeu que bati com a cabeça no vidro da porta do bar, naquela noite, nem sequer vi a porta, só a vi a ela, ia-se embora, com outro, claro, um amigo, só um amigo, podia ter-nos deixado sozinhos, ele sabia do fraquinho que eu tinha por ela.

Ele bateu com a cabeça na porta que eu vi, estava com os copos, conversámos um bocado no bar, mas ele fugiu, assim que o António apareceu. O António aparece sempre nas alturas menos próprias, a mania de me dar beijos à frente de todos, como se fossemos namorados, bem tento evitar, mas ele é assim. O António conhece-o. Se ele estivesse interessado em mim, o António dizia-me.


Ponto Final

"Hold Still" - David Fonseca, Rita RedShoes

domingo, 24 de Janeiro de 2010

CAT PEOPLE

Colbert

Gregory

Gregory Colbert

Cat People
Gregory Colbert

sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Ensaio


Faço, desfaço a mágoa. Regresso a um pré-tempo. Luzes, focos, caminhando por um carreiro finalizando em caminho de ilimitadas belezas. Faço,desfaço. Fica.
A visão prossegue. Fortes laços de dor neste meu coração, caindo sempre a escuridão, como se fosse praga, como se fosse deus. Algo que não é do corpo.

Deixa-me falar sobre isso. Vai.

Na eternidade do sol permaneces em reza para um amanhã possível. Nos teus olhos inundados de água, mágoa. Caminho corda bamba.
Pudera eu dar a minha vida.

Vinhas tu, o vento, as águas feitas milagre. Vinhas, hipnotizado pelo sonho feito vida, um dia.

Fica. Passos perfeitos. Assim, remendos no coração, cicatrizes de uma passado feliz.

O contrário de mim tem um coração. O meu, continua a cicratizar.
São teus os dedos marcados em naufrágio, esperança feita agonia.
Ontem.

White Widow
Coreografia Moses Plendeton e Cynthia Quinn (MOMIX)
Musica Angelo Badalamenti e David Linch


The Joffrey Ballet of Chicago
Do filme "The company" by Robert Altman


Porquê tanta pressa, amor? O que há-de ser, já mora um pouco em nós.
Peço-te, não venhas tão já.
Sabes, quando o que há-de ser nosso nos vem cedo demais, vem-nos
débil demais. Vem-nos já moribundo.
Não quebres a magia com a tua pressa.
Deixa, deixa que a ânsia torne tudo mais vivo
.





O amor é a Poesia do Sofrimento!

Foto Katarzina Winsmanka
Dormeuse, 1931, Tamara de Lempicka

Endereço Errado

Photobucket

A minha mão parada e eu, com a caneta na mão à espera das palavras que não saem.
À luz morna do candeeiro vejo o teu rosto que me sorri, mesmo aqui, mesmo aqui. Sabes, digo, a última carta que te escrevi dizia que te amava, hoje não tens ajuda, diz o que tens a dizer. Diz como se fosses tu, dizendo-te coisas daquelas que se escrevem quando se bate forte com a cabeça, ama-se como se fosse iluminação, não sabendo o que se diz, dizendo amo-te amo-te , dizia-te. Endereço errado, este endereço já não existe, eu ali a olhar como se isso fosse uma censura às minhas palavras, endereço não existente: desculpa, desculpa, eu não sabia, teria escrito mais cedo, disse-te que não. Disse-te que não, que até podiamos ser amigos, amigos qual quê, poderia alguma vez ser, quis acreditar, quis mesmo acreditar, podemos ser amigos, podemos. Escrevi um dia a dizer-te a verdade amo-te este endereço já não existe e então pensei erradamente talvez, talvez tu já não existas. E tu, aqui, a sorrir e digo: que parecidos que nós somos, ficámos parecidos com o tempo, é assim que sucede quando duas pessoas têm tanto em comum, os mesmos gostos, o cinema, os espectáculos, os livros, a conversa, os mesmos tiques, as mesmas olheiras, o mesmo sorriso e eu, ao mesmo tempo, a pensar que já não existo em ti, dizes tu. Vejo-te nos olhos, é isso que me dizes naquele preciso momento em que eu te estava a ver e a dizer amo-te, como antigamente, igual a quando tudo começou, e tu sabias que eu te estava a ver, e eu sabia que te iria ver, assim, dessa forma estranha de te dizer amo. O endereço deu errado. As minhas últimas palavras para ti foram de amor.


Foto Andreas Humann

circulo nos teus braços a fome de outra amazona antiga feita em silêncios de viagem mergulho contigo em passos que parecem dizer dança, como se deixasse o remorso tomar de mim conta na violências dos gestos de violência em alguma espécie de saudade. gestos físicos em jogo de animal a quem extirparam o veneno como se existisse um deus nesse corpo.

vastos os flancos, capa expressiva de mágico interlúdio lúdico onde as minhas penas se esqueciam, esquecendo o ponto da derrota logo adivinhada. jogo de mentira na verdade do sentir as penas adivinhadas.

até um dia em que Rimbaud cantou para mim os seus versos enfeitiçando-me.

desde aí meus acidentalmente nenhuma lua nova voltou a cantar e assinei os vales onde o sol fez greve. o dia em que Rimbaud me enfeitiçou.

tocados os dois pela divindade fomos trabalho de beleza no uso elementar das coisas com corpos expectantes e beijos luz a encher o quarto bebendo nas nossas bocas onde ambos eramos a fonte.

o dia se fez noite a noite se fez dia e a sombra se fez casa.

La La La Human Steps - Human Sex Vídeo

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Quando as lutas eram as mesmas. Mário Soares e Manuel Alegre, em manifestação
pela liberdade de expressão, em Maio de 1975.


Arquivo Mário Soares.
"Mário Soares, Uma Fotobiografia"

Colecção Mário Soares
Le Baiser, Helmut Newton

Era uma vez um rapaz que vivia numa casa no outro lado do campo
onde vivia uma rapariga que já não existe. Inventavam mil jogos.
Ela era a Rainha e ele o Rei. Na luz de Outono, o cabelo dela
brilhava como uma coroa. Bebiam o mundo em pequenas
mãos-cheias. Quando o céu escurecia, apartavam-se com folhas nos cabelos.

Era uma vez um rapaz que amava uma rapariga, e o riso dela era uma
pergunta que ele queria passar a vida inteira a responder.
O seu amor era um segredo que não contaram a ninguém.

Ele prometeu-lhe que jamais amaria outra mulher até morrer.
E se eu morrer?, perguntou ela. Mesmo assim, disse ele.

Nicole Krauss, em "A História do Amor"

quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Os Vencedores dos Globos de Oiro 2010 são:


AVATAR


CINEMA

Prémio Cecil B DeMille
Martin Scorcese

Melhor filme dramático
Avatar

Melhor realizador
James Cameron – Avatar

Melhor comédia ou musical
A Ressaca

Melhor actor em filme dramático
Jeff Bridges – Crazy Heart


Melhor actriz em filme dramático
Sandra Bullock – The Blinde Side

Melhor actor em comédia ou musical
Robert Downey Jr. - Sherlock Holmes

Melhor actriz em comédia ou musical
Meryl Streep – Julie e Júlia

Melhor actor secundário em cinema
Christoph Walltz – Sacanas Sem Lei


Melhor actriz secundária em cinema
Mo'nique – Precious

Melhor filme de Lingua Estrangeira
O Laço Branco - Michael Haneke

TELEVISÃO

Melhor série dramática
Mad Men

Melhor série cómica ou musical
Glee

Melhor actor em série dramática
Maichael C. Hall – Dexter

Melhor actriz em série dramática
Julianna Margulies – The Good Wife


Melhor actor secundário série de televisão
John Lithgow – Dexter

Melhor actriz secundária série de televisão
Chloë Sevigny – Big Love

iT is Not HOPE but ATTITUDE
the LAST Thing you SHOULD Lose


Na foto:
Lee Miller, tomando banho na banheira de Hitler

domingo, 3 de Janeiro de 2010


my apologies to all concerned
you left your traces and drove away
like a circus in town
now i get this
: "what the hell" ?
can someone
explain it.?

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Perdoai-lhes Nietzsche que eles não sabem o que dizem!


O Homem é uma praga sobre a Terra. De tempos a tempos surgem pessoas que têm a clara percepção de que a Humanidade não passa de uma praga igual a tantas outras pragas - de ratos, insectos, etc. -, se bem que uma praga de pessoas seja muito mais perigosa que as pragas de animais. Vendo bem as coisas, as pragas de animais até são benéficas para o Planeta porque atacam o Homem, o inimigo público n.º 1 do Planeta. De tempos a tempos, como eu dizia, aparecem profetas que zelam pelo bem-estar do Planeta, cada um à sua maneira, claro está. Por exemplo, Nietzsche e o seu discípulo Hitler! Não há hoje a menor dúvida que eles estavam no caminho certo, caminho que se quer hoje recuperar mas ainda há imensos preconceitos contra os métodos usados por Hitler que em boa hora estão a ser reabilitados.

Agora, por exemplo, já não há judeus e arianos, somos todos judeus, existem mesmo secretarias de estado para a igualdade que zelam para que sejamos todos iguais perante a Lei, já não se pode acusar os poderes de fazerem discriminação com base no sexo, raça, côr, religião, etc.. Não, somos todos iguais, somos todos bestas perante a Lei, excepto naturalmente quando pertencemos a certos grupos secretos. Mas os grupos secretos actuam secretamente como convém aos grupos secretos e nunca se chega a saber porque é que certos «tios» escapam às malhas da Lei.

A reabilitação dos métodos nazis passa por fazer ver às pessoas que as intenções subjacentes das medidas de higienização eram boas. Por exemplo, não acham que certas doenças ou deficiências deviam ser evitadas logo à nascença? Não acham que fetos que se sabe que vão dar atrasados mentais deviam ser logo abortados? Não acham que aqueles que nascem com deficiências deviam ser mortos? De forma indolor, claro, de forma civilizada... E há mesmo certas pessoas que depois de adultas dão problemas, algumas até são loucas e assassinas, etc.. Não acham que o mundo seria mais perfeito sem essas pessoas? E os velhos? Alguns só dão trabalho, levam uma vida de sofrimento, tiram a qualidade de vida de quem deles cuida. O que eu quero dizer, ao fim e ao cabo, é que o preconceito que existe contra a morte devia acabar. A bem do Planeta! Afinal de contas, quem se deve salvar é o Planeta, não é verdade? Por isso, o Homem pouco conta, aliás, o Homem está a mais nesta história do Planeta. Acabe-se de vez com os preconceitos contra a morte de humanos.

Pouco a pouco a Humanidade avança para metas mais ambiciosas, hoje a liberalização do aborto, amanhã a promoção do aborto a direito humano, hoje a eutanásia em casos extremos, amanhã a pedido de familiares, hoje a morte de crianças com graves deficiências, amanhã terá que ser perfeita para se deixar viver...

Nietzsche, dizem que enlouqueceste mas eles são mais loucos do que tu.

Perdoai-lhes Nietzsche que eles não sabem o que dizem!


Henrique Sousa
- Hora Absurda 0.5%

quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Vieste

Cecil Beaton

Vieste com a manhã, ó meu amor
vieste. E veio em ti a alvorada.
Nas tuas mãos minh'alma repousada,
nas tuas mãos, esse meu bem maior.

Vieste. E foi assim. Envolto em cor,
todo a saber a prece balbuciada.
No teu olhar a minha sombra alada,
no teu olhar o arquétipo do ser.

Minha luz, minha oração ouvida,
escolhesete a madrugada. Hora de sonho.
Vieste. E foi na hora pressentida.

Quando o chorar dos deuses é risonho.
Vieste. E eu não sei já se hei-de ajoelhar
se hei-de perdidamente soluçar.


Foto de Cecil Beaton

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